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PORTUGUÊS
Questão 128955
A CASA DAS QUESTÕES 2019 A CASA DAS QUESTÕES Interpretação, Compreensão, Tipologia e Gêneros Textuais

Imigrações no Rio Grande do Sul


Em 1740 chegou à região do atual Rio Grande do Sul o primeiro grupo organizado de povoadores. Portugueses oriundos

da ilha dos Açores, contavam com o apoio oficial do governo, que pretendia que se instalassem na vasta área onde

anteriormente estavam situadas as Missões.


A partir da década de vinte do século XIX, o governo brasileiro resolveu estimular a vinda de imigrantes europeus, para

formar uma camada social de homens livres que tivessem habilitação profissional e pudessem oferecer ao país os

produtos que até então tinham que ser importados, ou que eram produzidos em escala mínima. Os primeiros imigrantes

que chegaram foram os alemães, em 1824. Eles foram assentados em glebas de terra situadas nas proximidades da

capital gaúcha. E, em pouco tempo, começaram a mudar o perfil da economia do atual estado.


Primeiramente, introduziram o artesanato em uma escala que, até então, nunca fora

praticada. Depois, estabeleceram laços comerciais com seus países de origem, que

terminaram por beneficiar o Rio Grande. Pela primeira vez havia, no país, uma região em

que predominavam os homens livres, que viviam de seu trabalho, e não da exploração do

trabalho alheio.


As levas de imigrantes se sucederam, e aos poucos transformaram o perfil do Rio Grande.

Trouxeram a agricultura de pequena propriedade e o artesanato. Através dessas atividades,

consolidaram um mercado interno e desenvolveram a camada média da população. E,

embora o poder político ainda fosse detido pelos grandes senhores das estâncias e

charqueadas, o poder econômico dos imigrantes foi, aos poucos, se consolidando.


Com a sucessão de levas de imigrantes, verificaram-se as seguintes consequências no Rio Grande

do Sul:

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Questão 128957
A CASA DAS QUESTÕES 2019 A CASA DAS QUESTÕES Interpretação, Compreensão, Tipologia e Gêneros Textuais

Imigrações no Rio Grande do Sul


Em 1740 chegou à região do atual Rio Grande do Sul o primeiro grupo organizado de povoadores. Portugueses oriundos

da ilha dos Açores, contavam com o apoio oficial do governo, que pretendia que se instalassem na vasta área onde

anteriormente estavam situadas as Missões.


A partir da década de vinte do século XIX, o governo brasileiro resolveu estimular a vinda de imigrantes europeus, para

formar uma camada social de homens livres que tivessem habilitação profissional e pudessem oferecer ao país os

produtos que até então tinham que ser importados, ou que eram produzidos em escala mínima. Os primeiros imigrantes

que chegaram foram os alemães, em 1824. Eles foram assentados em glebas de terra situadas nas proximidades da

capital gaúcha. E, em pouco tempo, começaram a mudar o perfil da economia do atual estado.


Primeiramente, introduziram o artesanato em uma escala que, até então, nunca fora

praticada. Depois, estabeleceram laços comerciais com seus países de origem, que

terminaram por beneficiar o Rio Grande. Pela primeira vez havia, no país, uma região em

que predominavam os homens livres, que viviam de seu trabalho, e não da exploração do

trabalho alheio.


As levas de imigrantes se sucederam, e aos poucos transformaram o perfil do Rio Grande.

Trouxeram a agricultura de pequena propriedade e o artesanato. Através dessas atividades,

consolidaram um mercado interno e desenvolveram a camada média da população. E,

embora o poder político ainda fosse detido pelos grandes senhores das estâncias e

charqueadas, o poder econômico dos imigrantes foi, aos poucos, se consolidando.


Atente para a seguinte construção em discurso direto: Perguntou-me ele: − Não terá sido essencial a

contribuição dos meus antepassados? Transpondo-a para o discurso indireto, iniciando-se por Ele me

perguntou, deve seguir-se, como complementação adequada,

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Questão 128947
A CASA DAS QUESTÕES 2019 A CASA DAS QUESTÕES Interpretação, Compreensão, Tipologia e Gêneros Textuais

A chave do tamanho


O antes de nascer e o depois de morrer: duas eternidades no espaço infinito circunscrevem o nosso breve espasmo de

vida. A imensidão do universo visível com suas centenas de bilhões de estrelas costuma provocar um misto de assombro,

reverência e opressão nas pessoas. “O silêncio eterno desses espaços infinitos me abate de terror”, afligia-se o pensador

francês Pascal. Mas será esse necessariamente o caso?


O filósofo e economista inglês Frank Ramsey responde à questão com lucidez e bom humor: “Discordo de alguns amigos

que atribuem grande importância ao tamanho físico do universo. Não me sinto absolutamente humilde diante da

vastidão do espaço. As estrelas podem ser grandes, mas não pensam nem amam – qualidades que impressionam bem

mais do que o tamanho. Não acho vantajoso pesar quase cento e vinte quilos”.


Com o tempo não é diferente. E se vivêssemos, cada um de nós, não apenas um punhado

de décadas, mas centenas de milhares ou milhões de anos? O valor da vida e o enigma da

existência renderiam, por conta disso, os seus segredos? E se nos fosse concedida a

imortalidade, isso teria o dom de aplacar de uma vez por todas o nosso desamparo cósmico

e as nossas inquietações? Não creio. Mas o enfado, para muitos, seria difícil de suportar.


Ao longo do texto, o autor sustenta a ideia de que a infinitude

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U2FsdGVkX18759HxnQvW352hVgybFk16yRCpGKmfzqM=
Questão 170330
A CASA DAS QUESTÕES 2019 A CASA DAS QUESTÕES Interpretação, Compreensão, Tipologia e Gêneros Textuais

Informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o emprego das normas para regência nominal e verbal

nas frases dadas.


( ) Aquele hospital está apto em fazer transplante de córnea.


( ) O paciente apresentou uma queixa contra o enfermeiro.


( ) O médico prefere a cirurgia a tratamentos alternativos.


( ) O diretor-geral, em relação ao residente, antipatizou dele. De acordo com os exemplos dados, a

sequência CORRETA é

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Questão 128948
A CASA DAS QUESTÕES 2019 A CASA DAS QUESTÕES Interpretação, Compreensão, Tipologia e Gêneros Textuais

A chave do tamanho


O antes de nascer e o depois de morrer: duas eternidades no espaço infinito circunscrevem o nosso breve espasmo de

vida. A imensidão do universo visível com suas centenas de bilhões de estrelas costuma provocar um misto de assombro,

reverência e opressão nas pessoas. “O silêncio eterno desses espaços infinitos me abate de terror”, afligia-se o pensador

francês Pascal. Mas será esse necessariamente o caso?


O filósofo e economista inglês Frank Ramsey responde à questão com lucidez e bom humor: “Discordo de alguns amigos

que atribuem grande importância ao tamanho físico do universo. Não me sinto absolutamente humilde diante da

vastidão do espaço. As estrelas podem ser grandes, mas não pensam nem amam – qualidades que impressionam bem

mais do que o tamanho. Não acho vantajoso pesar quase cento e vinte quilos”.


Com o tempo não é diferente. E se vivêssemos, cada um de nós, não apenas um punhado

de décadas, mas centenas de milhares ou milhões de anos? O valor da vida e o enigma da

existência renderiam, por conta disso, os seus segredos? E se nos fosse concedida a

imortalidade, isso teria o dom de aplacar de uma vez por todas o nosso desamparo cósmico

e as nossas inquietações? Não creio. Mas o enfado, para muitos, seria difícil de suportar.


As ideias de Pascal e as de Frank Ramsey referidas no texto

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U2FsdGVkX18AY7YVykrSAfQz/CYJftSqFq0fJj2pm2Q=
Questão 128938
A CASA DAS QUESTÕES 2019 A CASA DAS QUESTÕES Interpretação, Compreensão, Tipologia e Gêneros Textuais

Dialeto do Planalto


Brasília é recente - foi fundada há menos de 60 anos -, mas, com contribuições de várias partes do país, formou a

própria identidade. Descubra expressões típicas de lá que ajudam a revelar o jeito de ser do povo da capital federal.


Ele é muito aguado. Refere-se a alguém que chora por qualquer coisa e de forma fingida - ou seja, um manteiga-derretida

especializado em lágrimas de crocodilo.


Nunca vi garçom tão apagado! É assim que os brasilienses se referem a alguém lento, lerdo.

“Apagar” também pode ser sinônimo de assassinar.


Só pode ser agá. “Agá”, em Brasília, é piada. E por lá corre o seguinte “agá”: não é à toa que

o prédio do Congresso Nacional tem o formato dessa letra...


Eu vou de camelo. Famoso por fazer parte da letra da música Eduardo e Mônica, da Legião

Urbana, o termo “camelo” denota bicicleta.


Quando ela chegou, dei de cabrito. Sabe-se lá por que o filhote da cabra ganhou essa fama

no Distrito Federal: “dar de cabrito” é sair de fininho, à francesa.


É correto afirmar que

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Questão 170348
A CASA DAS QUESTÕES 2019 A CASA DAS QUESTÕES Interpretação, Compreensão, Tipologia e Gêneros Textuais

Graças à língua, o homem liberta-se das circunstâncias imediatas, o ‘aqui e agora’, e expande para o passado e o futuro o

cenário em que se passam os episódios de sua vida. Ou seja: graças à língua, o homem nomeia ou evoca seres não presentes

na situação de fala; reporta-se a situações e experiências passadas, revive-as e provoca em seu ouvinte ou leitor sensações

análogas às que experimentou; projeta experiências futuras ou cria seres que compõem cenários imaginários e participam de

acontecimentos imaginários. Graças à língua, os conteúdos expressos em nossos enunciados não precisam, portanto, ser

reflexos de dados presentes na situação comunicativa, mas sempre hão de ser conceitos potencialmente significativos, aptos a

compor textos que podem ser produzidos em lugares e épocas distintos do espaço e tempo em que as coisas relatadas ou

referidas ocorreram.


De acordo com o texto,

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Questão 170326
A CASA DAS QUESTÕES 2019 A CASA DAS QUESTÕES Interpretação, Compreensão, Tipologia e Gêneros Textuais

Em cada um dos pares, as duas palavras têm a mesma terminação (indicada pelos

destaques). As comparações entre elas permitem estabelecer uma relação geral entre a regra das

oxítonas e a das paroxítonas.


leva – avara


sutil – útil


envolver – revólver


caqui – táxi


Avalie as afirmações sobre a acentuação e a sílaba tônica das palavras.


Todas as palavras da segunda coluna devem ser acentuadas, segundo as regras gerais de acentuação.


Se uma oxítona com determinada terminação recebe acento, a paroxítona da mesma terminação não

recebe.


As palavras da primeira coluna são oxítonas e, como tal, todas devem ser acentuadas.


Se a oxítona não é acentuada, a paroxítona é.


Está CORRETO apenas o que se afirma em

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Questão 128940
A CASA DAS QUESTÕES 2019 A CASA DAS QUESTÕES Interpretação, Compreensão, Tipologia e Gêneros Textuais

Dialeto do Planalto


Brasília é recente - foi fundada há menos de 60 anos -, mas, com contribuições de várias partes do país, formou a

própria identidade. Descubra expressões típicas de lá que ajudam a revelar o jeito de ser do povo da capital federal.


Ele é muito aguado. Refere-se a alguém que chora por qualquer coisa e de forma fingida - ou seja, um manteiga-derretida

especializado em lágrimas de crocodilo.


Nunca vi garçom tão apagado! É assim que os brasilienses se referem a alguém lento, lerdo.

“Apagar” também pode ser sinônimo de assassinar.


Só pode ser agá. “Agá”, em Brasília, é piada. E por lá corre o seguinte “agá”: não é à toa que

o prédio do Congresso Nacional tem o formato dessa letra...


Eu vou de camelo. Famoso por fazer parte da letra da música Eduardo e Mônica, da Legião

Urbana, o termo “camelo” denota bicicleta.


Quando ela chegou, dei de cabrito. Sabe-se lá por que o filhote da cabra ganhou essa fama

no Distrito Federal: “dar de cabrito” é sair de fininho, à francesa.


Comentário correto está expresso em

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U2FsdGVkX195M/ogJt1jPv3Qz0uzA2g87UqqcfwZFOg=
Questão 128935
A CASA DAS QUESTÕES 2019 A CASA DAS QUESTÕES Interpretação, Compreensão, Tipologia e Gêneros Textuais

Minha história começa numa ilha com pouco mais de duzentos habitantes, na baía de Todos os Santos. Uma fração de

Brasil praticamente secreta, ignorada pelas modernidades e pelos mapas: nem o (quase) infalível Google Maps consegue

encontrá-la. É nessa terra minúscula, a Ilha do Paty, que estão minhas raízes. O lugar é um distrito de São Francisco do

Conde - município a 72 quilômetros de Salvador, próximo a Santo Amaro e conhecido por sua atual importância na

indústria do petróleo. Na ilha, as principais fontes de renda ainda são a pesca, o roçado e ser funcionário da prefeitura.


No Paty, sapatos são muitas vezes acessórios dispensáveis. Para atravessar de um lado para

o outro na maré de águas verdes, o transporte oficial é a canoa, apesar de já existirem um

ou outro barco, cedidos pela prefeitura. Ponte? Nem pensar, dizem os moradores, em coro.

Quando alguém está no “porto" e quer chegar até o Paty, só precisa gritar: “Tomaquê!".


Talvez você, minha companhia de viagem, não saiba o que quer dizer “tomaquê". É uma

redução, como “oxente", que quer dizer “O que é isso, minha gente". Ou “Ó paí, ó", que é

“Olhe pra isso, olhe”. Ou seja, é simplesmente “Me tome aqui, do outro lado da margem".

É muito mais gostoso gritar “Tomaquê!".


Assim, algum voluntário pega sua canoa e cruza, a remo, um quilômetro nas águas verdes e

calmas. Entre os dois pontos da travessia se gastam uns quarenta minutos. Essa carona

carrega, na verdade, um misto de generosidade e curiosidade. Num lugar daquele

tamanho, qualquer visita vira assunto, e é justamente o remador quem transporta a

novidade.


Na norma-padrão do Português do Brasil, a oração Entre os dois pontos da travessia se gastam uns quarenta

minutos ainda estaria correta, e na voz passiva, se alterada para “Entre os dois pontos da travessia

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Questão 170338
A CASA DAS QUESTÕES 2019 A CASA DAS QUESTÕES Interpretação, Compreensão, Tipologia e Gêneros Textuais

Salas de aula transformando o sertanejo


1º Ao longo de anos, o sertão do Rio Grande do Norte foi subjugado às intempéries da seca que expulsou milhares de

sertanejos de suas origens em busca de água e sobrevivência. Numa revolução inimaginável para a maioria dos moradores das

terras mais áridas do estado, cujas precipitações médias anuais são inferiores a 800 milímetros, a educação se tornou o meio de

transformação social, cultural e econômica. Hoje, por entre os cactos que povoam a caatinga, surgem institutos federais,

faculdades, universidades e a primeira Escola Multicampi de Ciências Médicas do Brasil. Em uma década, o número de

instituições de ensino superior no estado cresceu 33,3% e expandiu o número de vagas em 125,38%. O sertão do flagelo da

seca se transformou no chão das oportunidades e do resgate de sonhos.


2º “Não existia perspectiva. Meu pai era analfabeto. Eu cresci estudando em escola pública e numa família carente”, relembra

Anderson Fernandes, 26 anos, formado em Odontologia pela Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN-Campus

Caicó). Nascido numa família que enfrentou inúmeras dificuldades ao longo dos anos, a falta de perspectiva de mudança não

fez o estudante esmorecer, como se diz em Caicó. Formado há dois anos, hoje servidor público e aluno do Curso de Mestrado

em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Fernandes é apenas um exemplo dos milhares de

jovens do interior do estado que se beneficiaram com o processo de interiorização da educação superior. De 2006 a 2016, o

número de instituições de ensino desse perfil saiu das 21 para 28, entre públicas e privadas, conforme dados mais recentes do

Censo da Educação Superior do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).


3º A UERN, na qual Anderson Fernandes se formou, abriu os cursos de Odontologia e

Enfermagem, em Caicó, em 2006. “A UERN tem papel crucial na interiorização do ensino

superior. Ela foi pioneira na instalação de cursos da área da Saúde no Seridó”, destaca Álvaro

Lima, diretor do Campus da UERN em Caicó. Desde então, os alunos que antes migravam

para outras cidades potiguares ou até mesmo para a Paraíba passaram a permanecer em

Caicó.


4º Na mesma década, o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte, o IFRN, multiplicou por

10,5 o número de unidades instaladas no estado. Em 2006, eram apenas duas – uma em Natal e outra em Mossoró. Hoje, 21

institutos oportunizam a entrada de milhares de alunos no ensino médio, no técnico, na graduação e na pós-graduação.


5º No âmbito da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), o processo de interiorização do ensino superior remonta

à década de 1970, com a abertura dos cursos de Letras, Administração, Estudos Sociais, Pedagogia, História e Engenharia de

Minas em Caicó. Naquela época, os cursos eram ministrados num prédio cedido pela Diocese de Caicó. Anos depois, com a

inauguração do Centro de Ensino Superior do Seridó (CERES), com três blocos de aulas num terreno de 10 hectares, ocorreu a

ampliação do número de graduações e de professores e a expansão das atividades para a cidade vizinha, Currais Novos.


6º No Oeste do Rio Grande do Norte, a Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA) iniciou um processo de expansão

com a transformação em universidade federal em 2005. Antes, funcionava como Escola Superior de Agricultura de Mossoró

(ESAM). Desde então, criou novos cursos e abriu três campi avançados em Angicos, Caraúbas e Pau dos Ferros. Na

atualidade, a UFERSA oferece 22 cursos de graduação e 24 de pós-graduação. A comunidade estudantil é de 10.345 alunos

somente nos cursos presenciais. “A interiorização do ensino superior pode ser considerada o maior programa de inclusão do

Governo Federal, na medida em que tem levado pesquisa, ensino e desenvolvimento a locais que antes estavam longe de

grandes centros universitários. A UFERSA é um profícuo exemplo disso”, declara o reitor José de Arimatea de Matos.


7º Expandir a interiorização do Ensino Superior, principalmente nos cursos da área da Saúde, deve

ser uma meta prioritária da UFRN. Um dos objetivos da Escola Multicampi de Ciências Médicas é ter,

em seu quadro, 86 docentes. Para isso, alguns desafios deverão ser vencidos. Um deles é o

financeiro. Em comum, a UERN, a UFERSA e a UFRN sofrem com a falta de recursos. O custeio

para o Curso de Medicina de Caicó, por exemplo, foi zerado em 2018. Por ano, de acordo com

George Dantas de Azevedo, a UFRN repassa R$ 1,3 milhão para pagamento de despesas básicas. O

desafio deste ano será financiar o internato dos estudantes da primeira turma, iniciada em 2014, que

migrarão para a prática acadêmica no Hospital Universitário Ana Bezerra, em Santa Cruz. Na UERN,

o orçamento aprovado para este ano é R$ 71 milhões menor que o previsto para 2017.


A linguagem empregada no texto tende

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U2FsdGVkX1+ChtaPImKd1U0QHNBl65AjBycfU1nGWmw=
Questão 128977
A CASA DAS QUESTÕES 2019 A CASA DAS QUESTÕES Interpretação, Compreensão, Tipologia e Gêneros Textuais

Peças de barro de 4.000 a.C. encontradas na Mesopotâmia são os documentos escritos mais antigos que conhecemos. E o

mais antigo desses documentos faz referência aos impostos. Naquela época, além de entregar parte dos alimentos que

produziam ao governo, os sumérios, um dos povos que viviam por ali, eram obrigados a passar até cinco meses por ano

trabalhando para o rei.


Os mais sortudos eram empregados para realizar a colheita ou para retirar lama dos canais da cidade. Os menos

afortunados entravam para o exército, com grandes chances de morrer em uma guerra. Quem era rico escapava: mandava

escravos para fazer o serviço sujo. Assim que surgiu a moeda, surgiu também a ideia de substituir a contribuição braçal por

dinheiro.


Era assim também no antigo Egito. As evidências indicam que, em 3.000 a.C., os faraós coletavam impostos em dinheiro ou

em serviços pelo menos uma vez por ano. Ninguém era tão temido quanto os escribas, responsáveis por determinar a dívida

de cada um. O controle era tão rigoroso que fiscalizavam até o consumo de óleo de cozinha nas residências, já que essa era

uma substância tributada. Os impostos eram mais altos para estrangeiros, e especula-se que foi para pagar dívidas

tributárias que os hebreus, por exemplo, acabaram como escravos.


O Império Romano aperfeiçoou a técnica de impor tributos a estrangeiros. Em economias

pré-industriais, a terra e o trabalho são os principais ingredientes da riqueza. Por isso, a

conquista de outras terras e de povos dava aos romanos acesso a mais riqueza, o que, por sua

vez, permitia que conquistassem e controlassem um território ainda maior.


O censo, usado até hoje em muitos países, foi criado pelos romanos para decidir quanto

deveriam cobrar de cada província. Os cálculos eram feitos com base no número de

pessoas. Até hoje, a capacidade de cobrar impostos é diretamente proporcional à quantidade e

à qualidade de informações disponíveis sobre os contribuintes.


A correção gramatical do texto seria mantida caso se substituísse

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U2FsdGVkX1+SQWIOaGBBUKCrOMml8ZNMvX9QKWd1Zzw=
Questão 128936
A CASA DAS QUESTÕES 2019 A CASA DAS QUESTÕES Interpretação, Compreensão, Tipologia e Gêneros Textuais

Minha história começa numa ilha com pouco mais de duzentos habitantes, na baía de Todos os Santos. Uma fração de

Brasil praticamente secreta, ignorada pelas modernidades e pelos mapas: nem o (quase) infalível Google Maps consegue

encontrá-la. É nessa terra minúscula, a Ilha do Paty, que estão minhas raízes. O lugar é um distrito de São Francisco do

Conde - município a 72 quilômetros de Salvador, próximo a Santo Amaro e conhecido por sua atual importância na

indústria do petróleo. Na ilha, as principais fontes de renda ainda são a pesca, o roçado e ser funcionário da prefeitura.


No Paty, sapatos são muitas vezes acessórios dispensáveis. Para atravessar de um lado para

o outro na maré de águas verdes, o transporte oficial é a canoa, apesar de já existirem um

ou outro barco, cedidos pela prefeitura. Ponte? Nem pensar, dizem os moradores, em coro.

Quando alguém está no “porto" e quer chegar até o Paty, só precisa gritar: “Tomaquê!".


Talvez você, minha companhia de viagem, não saiba o que quer dizer “tomaquê". É uma

redução, como “oxente", que quer dizer “O que é isso, minha gente". Ou “Ó paí, ó", que é

“Olhe pra isso, olhe”. Ou seja, é simplesmente “Me tome aqui, do outro lado da margem".

É muito mais gostoso gritar “Tomaquê!".


Assim, algum voluntário pega sua canoa e cruza, a remo, um quilômetro nas águas verdes e

calmas. Entre os dois pontos da travessia se gastam uns quarenta minutos. Essa carona

carrega, na verdade, um misto de generosidade e curiosidade. Num lugar daquele

tamanho, qualquer visita vira assunto, e é justamente o remador quem transporta a

novidade.


Ponte? Nem pensar, dizem os moradores, em coro. Há um comentário correto sobre o fragmento transcrito

acima em

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U2FsdGVkX18lrnI6AfjCW7X46U4FVHTz/nKIM2IH6Oo=
Questão 128933
A CASA DAS QUESTÕES 2019 A CASA DAS QUESTÕES Interpretação, Compreensão, Tipologia e Gêneros Textuais

Minha história começa numa ilha com pouco mais de duzentos habitantes, na baía de Todos os Santos. Uma fração de

Brasil praticamente secreta, ignorada pelas modernidades e pelos mapas: nem o (quase) infalível Google Maps consegue

encontrá-la. É nessa terra minúscula, a Ilha do Paty, que estão minhas raízes. O lugar é um distrito de São Francisco do

Conde - município a 72 quilômetros de Salvador, próximo a Santo Amaro e conhecido por sua atual importância na

indústria do petróleo. Na ilha, as principais fontes de renda ainda são a pesca, o roçado e ser funcionário da prefeitura.


No Paty, sapatos são muitas vezes acessórios dispensáveis. Para atravessar de um lado para

o outro na maré de águas verdes, o transporte oficial é a canoa, apesar de já existirem um

ou outro barco, cedidos pela prefeitura. Ponte? Nem pensar, dizem os moradores, em coro.

Quando alguém está no “porto" e quer chegar até o Paty, só precisa gritar: “Tomaquê!".


Talvez você, minha companhia de viagem, não saiba o que quer dizer “tomaquê". É uma

redução, como “oxente", que quer dizer “O que é isso, minha gente". Ou “Ó paí, ó", que é

“Olhe pra isso, olhe”. Ou seja, é simplesmente “Me tome aqui, do outro lado da margem".

É muito mais gostoso gritar “Tomaquê!".


Assim, algum voluntário pega sua canoa e cruza, a remo, um quilômetro nas águas verdes e

calmas. Entre os dois pontos da travessia se gastam uns quarenta minutos. Essa carona

carrega, na verdade, um misto de generosidade e curiosidade. Num lugar daquele

tamanho, qualquer visita vira assunto, e é justamente o remador quem transporta a

novidade.


É correta a seguinte afirmação:

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U2FsdGVkX1/kEg2OcDrnoO2wut6LTtV9jmSTQn2l9W0=
Questão 170349
A CASA DAS QUESTÕES 2019 A CASA DAS QUESTÕES Interpretação, Compreensão, Tipologia e Gêneros Textuais

Para alguns usuários do português, a língua inglesa funciona como um algoz, pois os vocábulos ingressantes no idioma

refletem a hegemonia dos Estados Unidos e do Reino Unido e uma suposta perda cultural e política.


Revista Língua Portuguesa, n.º 114, abril 2015, p. 42 (excerto).


As palavras podem assumir diferentes significados dependendo, além de outras características, do contexto em que são

empregadas. No excerto lido, as palavras “algoz” e “hegemonia” significam, respectivamente,

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U2FsdGVkX18SiRyV9tzOYsdIE6hcxaUP5IZGRMqfSM4=
Questão 128945
A CASA DAS QUESTÕES 2019 A CASA DAS QUESTÕES Interpretação, Compreensão, Tipologia e Gêneros Textuais

Como eu era protestante, não pulei Carnaval durante a minha infância,

nas décadas de 1950 e 1960. No entanto, eu e meu pai cantávamos

muitas das marchinhas que ouvíamos no rádio, numa época em que a TV

ainda não existia. Uma de que eu gosto muito diz assim: “Iaiá, cadê o

jarro? O jarro que eu plantei a flor. Eu vou te contar um caso: eu quebrei o

jarro e matei a flor”. Hoje já não há marchinhas tão interessantes, quase

não sinto beleza nelas. Mas gosto muito dos sambas-enredo, verdadeiras

epopeias.”


No entanto, eu e meu pai cantávamos muitas das marchinhas que ouvíamos no rádio, numa época em que a TV

ainda não existia. Mantém o sentido e a correção originais da frase acima

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U2FsdGVkX1/23Tv5BjN0w1pZmJpAl2gz+19m+5/ixIM=
Questão 170335
A CASA DAS QUESTÕES 2019 A CASA DAS QUESTÕES Interpretação, Compreensão, Tipologia e Gêneros Textuais

Salas de aula transformando o sertanejo


1º Ao longo de anos, o sertão do Rio Grande do Norte foi subjugado às intempéries da seca que expulsou milhares de

sertanejos de suas origens em busca de água e sobrevivência. Numa revolução inimaginável para a maioria dos moradores das

terras mais áridas do estado, cujas precipitações médias anuais são inferiores a 800 milímetros, a educação se tornou o meio de

transformação social, cultural e econômica. Hoje, por entre os cactos que povoam a caatinga, surgem institutos federais,

faculdades, universidades e a primeira Escola Multicampi de Ciências Médicas do Brasil. Em uma década, o número de

instituições de ensino superior no estado cresceu 33,3% e expandiu o número de vagas em 125,38%. O sertão do flagelo da

seca se transformou no chão das oportunidades e do resgate de sonhos.


2º “Não existia perspectiva. Meu pai era analfabeto. Eu cresci estudando em escola pública e numa família carente”, relembra

Anderson Fernandes, 26 anos, formado em Odontologia pela Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN-Campus

Caicó). Nascido numa família que enfrentou inúmeras dificuldades ao longo dos anos, a falta de perspectiva de mudança não

fez o estudante esmorecer, como se diz em Caicó. Formado há dois anos, hoje servidor público e aluno do Curso de Mestrado

em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Fernandes é apenas um exemplo dos milhares de

jovens do interior do estado que se beneficiaram com o processo de interiorização da educação superior. De 2006 a 2016, o

número de instituições de ensino desse perfil saiu das 21 para 28, entre públicas e privadas, conforme dados mais recentes do

Censo da Educação Superior do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).


3º A UERN, na qual Anderson Fernandes se formou, abriu os cursos de Odontologia e

Enfermagem, em Caicó, em 2006. “A UERN tem papel crucial na interiorização do ensino

superior. Ela foi pioneira na instalação de cursos da área da Saúde no Seridó”, destaca Álvaro

Lima, diretor do Campus da UERN em Caicó. Desde então, os alunos que antes migravam

para outras cidades potiguares ou até mesmo para a Paraíba passaram a permanecer em

Caicó.


4º Na mesma década, o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte, o IFRN, multiplicou por

10,5 o número de unidades instaladas no estado. Em 2006, eram apenas duas – uma em Natal e outra em Mossoró. Hoje, 21

institutos oportunizam a entrada de milhares de alunos no ensino médio, no técnico, na graduação e na pós-graduação.


5º No âmbito da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), o processo de interiorização do ensino superior remonta

à década de 1970, com a abertura dos cursos de Letras, Administração, Estudos Sociais, Pedagogia, História e Engenharia de

Minas em Caicó. Naquela época, os cursos eram ministrados num prédio cedido pela Diocese de Caicó. Anos depois, com a

inauguração do Centro de Ensino Superior do Seridó (CERES), com três blocos de aulas num terreno de 10 hectares, ocorreu a

ampliação do número de graduações e de professores e a expansão das atividades para a cidade vizinha, Currais Novos.


6º No Oeste do Rio Grande do Norte, a Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA) iniciou um processo de expansão

com a transformação em universidade federal em 2005. Antes, funcionava como Escola Superior de Agricultura de Mossoró

(ESAM). Desde então, criou novos cursos e abriu três campi avançados em Angicos, Caraúbas e Pau dos Ferros. Na

atualidade, a UFERSA oferece 22 cursos de graduação e 24 de pós-graduação. A comunidade estudantil é de 10.345 alunos

somente nos cursos presenciais. “A interiorização do ensino superior pode ser considerada o maior programa de inclusão do

Governo Federal, na medida em que tem levado pesquisa, ensino e desenvolvimento a locais que antes estavam longe de

grandes centros universitários. A UFERSA é um profícuo exemplo disso”, declara o reitor José de Arimatea de Matos.


7º Expandir a interiorização do Ensino Superior, principalmente nos cursos da área da Saúde, deve

ser uma meta prioritária da UFRN. Um dos objetivos da Escola Multicampi de Ciências Médicas é ter,

em seu quadro, 86 docentes. Para isso, alguns desafios deverão ser vencidos. Um deles é o

financeiro. Em comum, a UERN, a UFERSA e a UFRN sofrem com a falta de recursos. O custeio

para o Curso de Medicina de Caicó, por exemplo, foi zerado em 2018. Por ano, de acordo com

George Dantas de Azevedo, a UFRN repassa R$ 1,3 milhão para pagamento de despesas básicas. O

desafio deste ano será financiar o internato dos estudantes da primeira turma, iniciada em 2014, que

migrarão para a prática acadêmica no Hospital Universitário Ana Bezerra, em Santa Cruz. Na UERN,

o orçamento aprovado para este ano é R$ 71 milhões menor que o previsto para 2017.


Da relação entre título e texto, depreende-se

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Questão 170320
A CASA DAS QUESTÕES 2019 A CASA DAS QUESTÕES Interpretação, Compreensão, Tipologia e Gêneros Textuais

O fio do tempo na tessitura do poder simbólico: passado, presente e futuro na efeméride dos 190 anos do Parlamento

brasileiro (Por Antonio Teixeira de Barros)


A análise da cerimônia mostra que o cotidiano legislativo, marcado pelas operações críticas situadas em contextos bem

demarcados de contradição hermenêutica e de disputas de poder, dá lugar a um momentâneo ritual de consenso simbólico que

aponta para a glorificação e a honra do parlamento como instituição. As diferentes ordens de economia da grandeza política são

unificadas em um único esquema de fluência discursiva, portador de um valor universal, um capital simbólico ecumênico e

sacramental. Todos formam um só corpo político e abdicam algum tempo das disputas inter e intrapoderes, além dos conflitos e

tensões entre partidos, lideranças, facções etc.


A necessidade de inimigos, um imperativo na política (BAILEY, 1998), é suplantada em nome de um interesse

momentaneamente unificado sob os símbolos e rituais de agregação e cooperação moral. Durante a cerimônia, a política deixa

de ser um jogo de antagonismos no qual se procura reforçar o prestígio e a honra dos aliados e combater a reputação dos

inimigos. Todos se unem em um campo simbólico de aliança perante a opinião pública. A pulsão narcísica que constrói heróis

individuais é substituída pela pulsão cívica e um engajamento retórico republicano em defesa do Parlamento, da Política e da

Democracia, no plano mais abstrato e distante dos antagonismos e dos jogos de competição por poder, reputação, honra,


reconhecimento público e visibilidade. Em vez de demarcação de identidades partidárias e discursos

dialéticos típicos da política de reputação (BAILEY, 1998), passamos a presenciar uma estetização do

narcisismo institucional que busca um ordenamento de perspectivas e um consenso que coloca o

simbólico acima do político. A democracia liberal com sua lógica concorrencial e assimétrica adquire

sentido republicano, por meio dos discursos transformados em interações-rituais que unificam o corpo

político e recriam sua autoimagem, tecida com discursos de justificação articulados pela ordem simbólica.


O ritual ecumênico em termos partidários agrega os diferentes e une os “inimigos” em um mesmo espírito

de confraternização, um espírito republicano abstrato que nunca consegue se materializar no plano

objetivo dos campos conflituosos da democracia liberal. Sai de cena a representação teatral calcada nas

metáforas de guerra e adotam-se metonímias de comunhão, à guisa de uma eucaristia política.


Em “Todos se unem em um campo simbólico de aliança perante a opinião pública.”,

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Questão 128941
A CASA DAS QUESTÕES 2019 A CASA DAS QUESTÕES Interpretação, Compreensão, Tipologia e Gêneros Textuais

Dialeto do Planalto


Brasília é recente - foi fundada há menos de 60 anos -, mas, com contribuições de várias partes do país, formou a

própria identidade. Descubra expressões típicas de lá que ajudam a revelar o jeito de ser do povo da capital federal.


Ele é muito aguado. Refere-se a alguém que chora por qualquer coisa e de forma fingida - ou seja, um manteiga-derretida

especializado em lágrimas de crocodilo.


Nunca vi garçom tão apagado! É assim que os brasilienses se referem a alguém lento, lerdo.

“Apagar” também pode ser sinônimo de assassinar.


Só pode ser agá. “Agá”, em Brasília, é piada. E por lá corre o seguinte “agá”: não é à toa que

o prédio do Congresso Nacional tem o formato dessa letra...


Eu vou de camelo. Famoso por fazer parte da letra da música Eduardo e Mônica, da Legião

Urbana, o termo “camelo” denota bicicleta.


Quando ela chegou, dei de cabrito. Sabe-se lá por que o filhote da cabra ganhou essa fama

no Distrito Federal: “dar de cabrito” é sair de fininho, à francesa.



A alternativa em que os elementos destacados pertencem à mesma classe de palavras é

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Questão 170339
A CASA DAS QUESTÕES 2019 A CASA DAS QUESTÕES Interpretação, Compreensão, Tipologia e Gêneros Textuais

Salas de aula transformando o sertanejo


1º Ao longo de anos, o sertão do Rio Grande do Norte foi subjugado às intempéries da seca que expulsou milhares de

sertanejos de suas origens em busca de água e sobrevivência. Numa revolução inimaginável para a maioria dos moradores das

terras mais áridas do estado, cujas precipitações médias anuais são inferiores a 800 milímetros, a educação se tornou o meio de

transformação social, cultural e econômica. Hoje, por entre os cactos que povoam a caatinga, surgem institutos federais,

faculdades, universidades e a primeira Escola Multicampi de Ciências Médicas do Brasil. Em uma década, o número de

instituições de ensino superior no estado cresceu 33,3% e expandiu o número de vagas em 125,38%. O sertão do flagelo da

seca se transformou no chão das oportunidades e do resgate de sonhos.


2º “Não existia perspectiva. Meu pai era analfabeto. Eu cresci estudando em escola pública e numa família carente”, relembra

Anderson Fernandes, 26 anos, formado em Odontologia pela Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN-Campus

Caicó). Nascido numa família que enfrentou inúmeras dificuldades ao longo dos anos, a falta de perspectiva de mudança não

fez o estudante esmorecer, como se diz em Caicó. Formado há dois anos, hoje servidor público e aluno do Curso de Mestrado

em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Fernandes é apenas um exemplo dos milhares de

jovens do interior do estado que se beneficiaram com o processo de interiorização da educação superior. De 2006 a 2016, o

número de instituições de ensino desse perfil saiu das 21 para 28, entre públicas e privadas, conforme dados mais recentes do

Censo da Educação Superior do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).


3º A UERN, na qual Anderson Fernandes se formou, abriu os cursos de Odontologia e

Enfermagem, em Caicó, em 2006. “A UERN tem papel crucial na interiorização do ensino

superior. Ela foi pioneira na instalação de cursos da área da Saúde no Seridó”, destaca Álvaro

Lima, diretor do Campus da UERN em Caicó. Desde então, os alunos que antes migravam

para outras cidades potiguares ou até mesmo para a Paraíba passaram a permanecer em

Caicó.


4º Na mesma década, o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte, o IFRN, multiplicou por

10,5 o número de unidades instaladas no estado. Em 2006, eram apenas duas – uma em Natal e outra em Mossoró. Hoje, 21

institutos oportunizam a entrada de milhares de alunos no ensino médio, no técnico, na graduação e na pós-graduação.


5º No âmbito da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), o processo de interiorização do ensino superior remonta

à década de 1970, com a abertura dos cursos de Letras, Administração, Estudos Sociais, Pedagogia, História e Engenharia de

Minas em Caicó. Naquela época, os cursos eram ministrados num prédio cedido pela Diocese de Caicó. Anos depois, com a

inauguração do Centro de Ensino Superior do Seridó (CERES), com três blocos de aulas num terreno de 10 hectares, ocorreu a

ampliação do número de graduações e de professores e a expansão das atividades para a cidade vizinha, Currais Novos.


6º No Oeste do Rio Grande do Norte, a Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA) iniciou um processo de expansão

com a transformação em universidade federal em 2005. Antes, funcionava como Escola Superior de Agricultura de Mossoró

(ESAM). Desde então, criou novos cursos e abriu três campi avançados em Angicos, Caraúbas e Pau dos Ferros. Na

atualidade, a UFERSA oferece 22 cursos de graduação e 24 de pós-graduação. A comunidade estudantil é de 10.345 alunos

somente nos cursos presenciais. “A interiorização do ensino superior pode ser considerada o maior programa de inclusão do

Governo Federal, na medida em que tem levado pesquisa, ensino e desenvolvimento a locais que antes estavam longe de

grandes centros universitários. A UFERSA é um profícuo exemplo disso”, declara o reitor José de Arimatea de Matos.


7º Expandir a interiorização do Ensino Superior, principalmente nos cursos da área da Saúde, deve

ser uma meta prioritária da UFRN. Um dos objetivos da Escola Multicampi de Ciências Médicas é ter,

em seu quadro, 86 docentes. Para isso, alguns desafios deverão ser vencidos. Um deles é o

financeiro. Em comum, a UERN, a UFERSA e a UFRN sofrem com a falta de recursos. O custeio

para o Curso de Medicina de Caicó, por exemplo, foi zerado em 2018. Por ano, de acordo com

George Dantas de Azevedo, a UFRN repassa R$ 1,3 milhão para pagamento de despesas básicas. O

desafio deste ano será financiar o internato dos estudantes da primeira turma, iniciada em 2014, que

migrarão para a prática acadêmica no Hospital Universitário Ana Bezerra, em Santa Cruz. Na UERN,

o orçamento aprovado para este ano é R$ 71 milhões menor que o previsto para 2017.


“Não existia perspectiva[1]. Meu pai era analfabeto. Eu cresci estudando em escola pública e numa família

carente”, relembra[2] Anderson Fernandes, 26 anos, formado em Odontologia pela Universidade Estadual do

Rio Grande do Norte (UERN -Campus Caicó). Nascido numa família que enfrentou inúmeras dificuldades ao

longo dos anos, a falta de perspectiva de mudança não fez o estudante esmorecer, como[3] se diz em Caicó.

Formado há dois anos, hoje servidor público e aluno do Curso de Mestrado em Saúde Coletiva da Universidade

Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Fernandes é apenas um exemplo dos milhares de jovens do interior

do estado que se beneficiaram com o processo de interiorização da educação superior. De 2006 a 2016, o

número de instituições de ensino desse perfil saiu das 21 para 28, entre públicas e privadas, conforme dados

mais recentes do Censo da Educação Superior do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais

Anísio Teixeira (Inep).


Sobre o uso da pontuação, afirma-se corretamente que

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ADMINISTRAÇÃO GERAL
Questão 113270
ESAF 2016 ANAC Processo Organizacional, Funções da Administração

Planejamento, Organização, Direção e Controle são funções do processo

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Questão 113276
ESAF 2016 ANAC Processo Organizacional, Gestão da Qualidade, Gestão de Processos, Ferramentas da Qualidade, Excelência no Serviço Público, PDCA, Controle

Correlacione as colunas abaixo e, ao final, assinale a opção que contenha a sequência correta para a coluna II.

 

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DIREITO TRIBUTÁRIO
Questão 120834
ESAF 2016 ANAC Imunidade Tributária

Quanto à imunidade tributária, assinale a opção correta.

 

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GESTÃO DE PESSOAS
Questão 113280
ESAF 2016 ANAC Comportamento Organizacional, Motivação

Analise as teorias da motivação do comportamento humano na primeira coluna, correlacione com a correspondente explicação na segunda coluna e assinale a opção correta.

 

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