Resolver Questões Estude resolvendo o conjunto de questões

PORTUGUÊS
Questão 128522
CESGRANRIO 2019 A CASA DAS QUESTÕES Interpretação, Compreensão, Tipologia e Gêneros Textuais

Água — a economia que faz sentido


A água é um recurso finito e não tão abundante quanto pode parecer; por isso deve ser economizada. Essa é

uma noção que só começou a ser difundida nos últimos anos, à medida que os racionamentos se tornaram

mais urgentes e necessários, até mesmo no Brasil, que é um dos países com maior quantidade de reservas

hídricas — cerca de 15% do total da água doce do planeta. Não é por acaso que cada vez mais pessoas e

organizações estão se unindo em defesa de seu uso racional. Segundo os cientistas da Organização das

Nações Unidas (ONU), no século 20 o uso da água cresceu duas vezes mais que a população. A situação é tão

preocupante que existe quem preveja uma guerra mundial originada por disputas em torno do precioso

líquido.


Para não se chegar a esse ponto, a saída é poupar — e o esforço tem de ser

coletivo. “São questões de comportamento que se encontram no centro da crise”,

diz o relatório da ONU sobre água no mundo. A ideia de que sobra água se deve

ao fato de que ela ocupa 70% da superfície terrestre. Mas 97,5% desse total é

constituído de água salgada. Dois terços do restante se encontram em forma de

gelo, nas calotas polares e no topo de montanhas. Se considerarmos só o estoque

de água doce renovável pelas chuvas, chegamos a 0,002% do total mundial.


    Mesmo a suposta fartura hídrica do Brasil é relativa. A região Nordeste, com 29% da população, conta com

apenas 3% da água, enquanto o Norte, com 7% dos habitantes, tem 68% dos recursos. Até na Amazônia, pela

precária infraestrutura, há pessoas não atendidas pela rede de distribuição. Portanto, a questão muitas vezes

não se resume à existência de água, mas às condições de acesso a um bem que deveria ser universal.


Somados os dois problemas, resulta que 40% da população mundial não contam com abastecimento de

qualidade. Cinco milhões de crianças morrem por ano de doenças relacionadas à escassez ou à contaminação

da água. Sujeira é o que não falta: 2 milhões de toneladas de detritos são despejados em lagos, rios e mares no

mundo todo dia, incluindo lixo químico, lixo industrial, dejetos humanos e resíduos de agrotóxicos.


De acordo com o texto, a economia de água é necessária porque ela é um recurso

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Questão 128516
CESGRANRIO 2019 A CASA DAS QUESTÕES Interpretação, Compreensão, Tipologia e Gêneros Textuais

O vício da tecnologia


Entusiastas de tecnologia passaram a semana com os olhos voltados para uma exposição de novidades

eletrônicas realizada recentemente nos Estados Unidos. Entre as inovações, estavam produtos relacionados a

experiências de realidade virtual e à utilização de inteligência artificial — que hoje é um dos temas que mais

desperta interesse em profissionais da área, tendo em vista a ampliação do uso desse tipo de tecnologia nos

mais diversos segmentos.


Mais do que prestar atenção às novidades lançadas no evento, vale refletir sobre o motivo que nos leva a

uma ansiedade tão grande para consumir produtos que prometem inovação tecnológica. Por que tanta gente

se dispõe a dormir em filas gigantescas só para ser um dos primeiros a comprar um novo modelo de

smartphone? Por que nos dispomos a pagar cifras astronômicas para comprar aparelhos que não temos

sequer certeza de que serão realmente úteis em nossas rotinas?


A teoria de um neurocientista da Universidade de Oxford (Inglaterra) ajuda a

explicar essa “corrida desenfreada” por novos gadgets. De modo geral, em nosso

processo evolutivo como seres humanos, nosso cérebro aprendeu a suprir

necessidades básicas para a sobrevivência e a perpetuação da espécie, tais como

sexo, segurança e status social.


Nesse sentido, a compra de uma novidade tecnológica atende a essa última

necessidade citada: nós nos sentimos melhores e superiores, ainda que

momentaneamente, quando surgimos em nossos círculos sociais com um produto

que quase ninguém ainda possui.


Foi realizado um estudo de mapeamento cerebral que mostrou que imagens de produtos tecnológicos ativavam partes do

nosso cérebro idênticas às que são ativadas quando uma pessoa muito religiosa se depara com um objeto sagrado. Ou seja,

não seria exagero dizer que o vício em novidades tecnológicas é quase uma religião para os mais entusiastas.


O ato de seguir esse impulso cerebral e comprar o mais novo lançamento tecnológico dispara em nosso cérebro a liberação

de um hormônio chamado dopamina, responsável por nos causar sensações de prazer. Ele é liberado quando nosso

cérebro identifica algo que represente uma recompensa.


O grande problema é que a busca excessiva por recompensas pode resultar em comportamentos impulsivos, que incluem

vícios em jogos, apego excessivo a redes sociais e até mesmo alcoolismo. No caso do consumo, podemos observar a

situação problematizada aqui: gasto excessivo de dinheiro em aparelhos eletrônicos que nem sempre trazem novidade ––

as atualizações de modelos de smartphones, por exemplo, na maior parte das vezes apresentam poucas mudanças em

relação ao modelo anterior, considerando-se seu preço elevado. Em outros casos, gasta-se uma quantia absurda em algum

aparelho novo que não se sabe se terá tanta utilidade prática ou inovadora no cotidiano.


No fim das contas, vale um lembrete que pode ajudar a conter os impulsos na hora de

comprar um novo smartphone ou alguma novidade de mercado: compare o efeito

momentâneo da dopamina com o impacto de imaginar como ficarão as faturas do seu

cartão de crédito com a nova compra.


O choque ao constatar o rombo em seu orçamento pode ser suficiente para que você

decida pensar duas vezes a respeito da aquisição.



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Questão 128536
CESGRANRIO 2019 A CASA DAS QUESTÕES Interpretação, Compreensão, Tipologia e Gêneros Textuais

Mobilidade e acessibilidade desafiam cidades


A população do mundo chegou, em 2011, à marca oficial de 7 bilhões de pessoas. Desse total, parte cada vez maior vive

nas cidades: em 2010, esse contingente superou os 50% dos habitantes do planeta, e até 2050 prevê-se que mais de dois

terços da população mundial será urbana.


No Brasil, a população urbana já representa 84,4% do total, de acordo com o Censo 2010. É preciso, então, que questões

de mobilidade e acessibilidade urbana passem a ser discutidas.


No passado, a noção de mobilidade era estreitamente ligada ao automóvel. Hoje, como resultado, os moradores de

grande maioria das cidades brasileiras lidam diariamente com congestionamentos insuportáveis, que causam enormes

perdas. Isso, sem falar no alto índice de mortes em vias urbanas do país. Depreendemos daí que a dependência do

automóvel como meio de transporte é um fator que impede a mobilidade urbana.


É importante investir em infraestrutura pedestre, cicloviária e em sistemas mais eficazes e

adequados de ônibus. Ao mesmo tempo, podemos desenvolver cidades mais acessíveis,

onde a maior parte dos serviços esteja próxima às moradias e haja opções de transporte

não motorizado para nos locomovermos.


BROADUS, V. Portal Mobilize Brasil. 16 jul. 2012. Disponível em: . Acesso em: 9 jul. 2018.


Glossário:


Mobilidade urbana – É a facilidade de locomoção das entre as diferentes zonas de uma

cidade.


Acessibilidade urbana – É a garantia de condições às pessoas portadoras de deficiência ou

com mobilidade reduzida, para a utilização, com segurança e autonomia, dos espaços

públicos.


O quarto parágrafo do texto aborda

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Questão 128531
CESGRANRIO 2019 A CASA DAS QUESTÕES Interpretação, Compreensão, Tipologia e Gêneros Textuais

Água — a economia que faz sentido


A água é um recurso finito e não tão abundante quanto pode parecer; por isso deve ser economizada. Essa é

uma noção que só começou a ser difundida nos últimos anos, à medida que os racionamentos se tornaram

mais urgentes e necessários, até mesmo no Brasil, que é um dos países com maior quantidade de reservas

hídricas — cerca de 15% do total da água doce do planeta. Não é por acaso que cada vez mais pessoas e

organizações estão se unindo em defesa de seu uso racional. Segundo os cientistas da Organização das

Nações Unidas (ONU), no século 20 o uso da água cresceu duas vezes mais que a população. A situação é tão

preocupante que existe quem preveja uma guerra mundial originada por disputas em torno do precioso

líquido.


Para não se chegar a esse ponto, a saída é poupar — e o esforço tem de ser

coletivo. “São questões de comportamento que se encontram no centro da crise”,

diz o relatório da ONU sobre água no mundo. A ideia de que sobra água se deve

ao fato de que ela ocupa 70% da superfície terrestre. Mas 97,5% desse total é

constituído de água salgada. Dois terços do restante se encontram em forma de

gelo, nas calotas polares e no topo de montanhas. Se considerarmos só o estoque

de água doce renovável pelas chuvas, chegamos a 0,002% do total mundial.


Mesmo a suposta fartura hídrica do Brasil é relativa. A região Nordeste, com 29% da população, conta com

apenas 3% da água, enquanto o Norte, com 7% dos habitantes, tem 68% dos recursos. Até na Amazônia, pela

precária infraestrutura, há pessoas não atendidas pela rede de distribuição. Portanto, a questão muitas vezes

não se resume à existência de água, mas às condições de acesso a um bem que deveria ser universal.


Somados os dois problemas, resulta que 40% da população mundial não contam com abastecimento de

qualidade. Cinco milhões de crianças morrem por ano de doenças relacionadas à escassez ou à contaminação

da água. Sujeira é o que não falta: 2 milhões de toneladas de detritos são despejados em lagos, rios e mares no

mundo todo dia, incluindo lixo químico, lixo industrial, dejetos humanos e resíduos de agrotóxicos.


O sinal de dois-pontos (:) está empregado de acordo com a norma-padrão da língua

portuguesa em

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Questão 128501
CESGRANRIO 2019 A CASA DAS QUESTÕES Interpretação, Compreensão, Tipologia e Gêneros Textuais

Memórias Póstumas de Brás Cubas


Lobo Neves, a princípio, metia-me grandes sustos. Pura ilusão! Como adorasse a mulher, não se vexava de mo

dizer muitas vezes; achava que Virgília era a perfeição mesma, um conjunto de qualidades sólidas e finas,

amorável, elegante, austera, um modelo. E a confiança não parava aí. De fresta que era, chegou a porta

escancarada. Um dia confessou-me que trazia uma triste carcoma na existência; faltava-lhe a glória pública.

Animei-o; disse-lhe muitas coisas bonitas, que ele ouviu com aquela unção religiosa de um desejo que não

quer acabar de morrer; então compreendi que a ambição dele andava cansada de bater as asas, sem poder

abrir o voo. Dias depois disse-me todos os seus tédios e desfalecimentos, as amarguras engolidas, as raivas

sopitadas; contou-me que a vida política era um tecido de invejas, despeitos, intrigas, perfídias, interesses,

vaidades. Evidentemente havia aí uma crise de melancolia; tratei de combatê-la.


— Sei o que lhe digo, replicou-me com tristeza. Não pode imaginar o que tenho

passado. Entrei na política por gosto, por família, por ambição, e um pouco por

vaidade. Já vê que reuni em mim só todos os motivos que levam o homem à vida

pública; faltou-me só o interesse de outra natureza. Vira o teatro pelo lado da

plateia; e, palavra, que era bonito! Soberbo cenário, vida, movimento e graça na

representação. Escriturei-me; deram-me um papel que... Mas para que o estou a

fatigar com isto? Deixe-me ficar com as minhas amofinações. Creia que tenho

passado horas e dias... Não há constância de sentimentos, não há gratidão, não há

nada... nada.... nada...


Calou-se, profundamente abatido, com os olhos no ar, parecendo não ouvir coisa nenhuma, a não ser o eco

de seus próprios pensamentos. Após alguns instantes, ergueu-se e estendeu-me a mão: — O senhor há de

rir-se de mim, disse ele; mas desculpe aquele desabafo; tinha um negócio, que me mordia o espírito. E ria, de

um jeito sombrio e triste; depois pediu-me que não referisse a ninguém o que se passara entre nós;

ponderei-lhe que a rigor não se passara nada. Entraram dois deputados e um chefe político da paróquia. Lobo

Neves recebeu-os com alegria, a princípio um tanto postiça, mas logo depois natural. No fim de meia hora,

ninguém diria que ele não era o mais afortunado dos homens; conversava, chasqueava, e ria, e riam todos.


Com base na leitura do texto, entende-se que o desabafo de Lobo

Neves ao longo do texto deve-se à sua insatisfação com a(o)

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Questão 128530
CESGRANRIO 2019 A CASA DAS QUESTÕES Interpretação, Compreensão, Tipologia e Gêneros Textuais

Água — a economia que faz sentido


A água é um recurso finito e não tão abundante quanto pode parecer; por isso deve ser economizada. Essa é

uma noção que só começou a ser difundida nos últimos anos, à medida que os racionamentos se tornaram

mais urgentes e necessários, até mesmo no Brasil, que é um dos países com maior quantidade de reservas

hídricas — cerca de 15% do total da água doce do planeta. Não é por acaso que cada vez mais pessoas e

organizações estão se unindo em defesa de seu uso racional. Segundo os cientistas da Organização das

Nações Unidas (ONU), no século 20 o uso da água cresceu duas vezes mais que a população. A situação é tão

preocupante que existe quem preveja uma guerra mundial originada por disputas em torno do precioso

líquido.


Para não se chegar a esse ponto, a saída é poupar — e o esforço tem de ser

coletivo. “São questões de comportamento que se encontram no centro da crise”,

diz o relatório da ONU sobre água no mundo. A ideia de que sobra água se deve

ao fato de que ela ocupa 70% da superfície terrestre. Mas 97,5% desse total é

constituído de água salgada. Dois terços do restante se encontram em forma de

gelo, nas calotas polares e no topo de montanhas. Se considerarmos só o estoque

de água doce renovável pelas chuvas, chegamos a 0,002% do total mundial.


Mesmo a suposta fartura hídrica do Brasil é relativa. A região Nordeste, com 29% da população, conta com

apenas 3% da água, enquanto o Norte, com 7% dos habitantes, tem 68% dos recursos. Até na Amazônia, pela

precária infraestrutura, há pessoas não atendidas pela rede de distribuição. Portanto, a questão muitas vezes

não se resume à existência de água, mas às condições de acesso a um bem que deveria ser universal.


Somados os dois problemas, resulta que 40% da população mundial não contam com abastecimento de

qualidade. Cinco milhões de crianças morrem por ano de doenças relacionadas à escassez ou à contaminação

da água. Sujeira é o que não falta: 2 milhões de toneladas de detritos são despejados em lagos, rios e mares no

mundo todo dia, incluindo lixo químico, lixo industrial, dejetos humanos e resíduos de agrotóxicos.


O grupo em que todas as palavras atendem às exigências ortográficas da norma-padrão da

língua portuguesa é

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U2FsdGVkX195oZpG6XNZHiV9HJDEM2hqrbJTcK3p7iU=
Questão 128542
CESGRANRIO 2019 A CASA DAS QUESTÕES Interpretação, Compreensão, Tipologia e Gêneros Textuais

Mobilidade e acessibilidade desafiam cidades


A população do mundo chegou, em 2011, à marca oficial de 7 bilhões de pessoas. Desse total, parte cada vez maior vive

nas cidades: em 2010, esse contingente superou os 50% dos habitantes do planeta, e até 2050 prevê-se que mais de dois

terços da população mundial será urbana.


No Brasil, a população urbana já representa 84,4% do total, de acordo com o Censo 2010. É preciso, então, que questões

de mobilidade e acessibilidade urbana passem a ser discutidas.


No passado, a noção de mobilidade era estreitamente ligada ao automóvel. Hoje, como resultado, os moradores de

grande maioria das cidades brasileiras lidam diariamente com congestionamentos insuportáveis, que causam enormes

perdas. Isso, sem falar no alto índice de mortes em vias urbanas do país. Depreendemos daí que a dependência do

automóvel como meio de transporte é um fator que impede a mobilidade urbana.


É importante investir em infraestrutura pedestre, cicloviária e em sistemas mais eficazes e

adequados de ônibus. Ao mesmo tempo, podemos desenvolver cidades mais acessíveis,

onde a maior parte dos serviços esteja próxima às moradias e haja opções de transporte

não motorizado para nos locomovermos.


BROADUS, V. Portal Mobilize Brasil. 16 jul. 2012. Disponível em: . Acesso em: 9 jul. 2018.


Glossário:


Mobilidade urbana – É a facilidade de locomoção das entre as diferentes zonas de uma

cidade.


Acessibilidade urbana – É a garantia de condições às pessoas portadoras de deficiência ou

com mobilidade reduzida, para a utilização, com segurança e autonomia, dos espaços

públicos.


A vírgula está empregada de acordo com a norma-padrão da língua

portuguesa em

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U2FsdGVkX1/97czdLFCgZLHb6HdMS7SCH7VIlflCDGs=
Questão 128523
CESGRANRIO 2019 A CASA DAS QUESTÕES Interpretação, Compreensão, Tipologia e Gêneros Textuais

Água — a economia que faz sentido


A água é um recurso finito e não tão abundante quanto pode parecer; por isso deve ser economizada. Essa é

uma noção que só começou a ser difundida nos últimos anos, à medida que os racionamentos se tornaram

mais urgentes e necessários, até mesmo no Brasil, que é um dos países com maior quantidade de reservas

hídricas — cerca de 15% do total da água doce do planeta. Não é por acaso que cada vez mais pessoas e

organizações estão se unindo em defesa de seu uso racional. Segundo os cientistas da Organização das

Nações Unidas (ONU), no século 20 o uso da água cresceu duas vezes mais que a população. A situação é tão

preocupante que existe quem preveja uma guerra mundial originada por disputas em torno do precioso

líquido.


Para não se chegar a esse ponto, a saída é poupar — e o esforço tem de ser

coletivo. “São questões de comportamento que se encontram no centro da crise”,

diz o relatório da ONU sobre água no mundo. A ideia de que sobra água se deve

ao fato de que ela ocupa 70% da superfície terrestre. Mas 97,5% desse total é

constituído de água salgada. Dois terços do restante se encontram em forma de

gelo, nas calotas polares e no topo de montanhas. Se considerarmos só o estoque

de água doce renovável pelas chuvas, chegamos a 0,002% do total mundial.


Mesmo a suposta fartura hídrica do Brasil é relativa. A região Nordeste, com 29% da população, conta com

apenas 3% da água, enquanto o Norte, com 7% dos habitantes, tem 68% dos recursos. Até na Amazônia, pela

precária infraestrutura, há pessoas não atendidas pela rede de distribuição. Portanto, a questão muitas vezes

não se resume à existência de água, mas às condições de acesso a um bem que deveria ser universal.


Somados os dois problemas, resulta que 40% da população mundial não contam com abastecimento de

qualidade. Cinco milhões de crianças morrem por ano de doenças relacionadas à escassez ou à contaminação

da água. Sujeira é o que não falta: 2 milhões de toneladas de detritos são despejados em lagos, rios e mares no

mundo todo dia, incluindo lixo químico, lixo industrial, dejetos humanos e resíduos de agrotóxicos.


A palavra em destaque está grafada de acordo com as exigências da norma-padrão da língua

portuguesa em

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Questão 128519
CESGRANRIO 2019 A CASA DAS QUESTÕES Interpretação, Compreensão, Tipologia e Gêneros Textuais

O vício da tecnologia


Entusiastas de tecnologia passaram a semana com os olhos voltados para uma exposição de novidades

eletrônicas realizada recentemente nos Estados Unidos. Entre as inovações, estavam produtos relacionados a

experiências de realidade virtual e à utilização de inteligência artificial — que hoje é um dos temas que mais

desperta interesse em profissionais da área, tendo em vista a ampliação do uso desse tipo de tecnologia nos

mais diversos segmentos.


Mais do que prestar atenção às novidades lançadas no evento, vale refletir sobre o motivo que nos leva a

uma ansiedade tão grande para consumir produtos que prometem inovação tecnológica. Por que tanta gente

se dispõe a dormir em filas gigantescas só para ser um dos primeiros a comprar um novo modelo de

smartphone? Por que nos dispomos a pagar cifras astronômicas para comprar aparelhos que não temos

sequer certeza de que serão realmente úteis em nossas rotinas?


A teoria de um neurocientista da Universidade de Oxford (Inglaterra) ajuda a

explicar essa “corrida desenfreada” por novos gadgets. De modo geral, em nosso

processo evolutivo como seres humanos, nosso cérebro aprendeu a suprir

necessidades básicas para a sobrevivência e a perpetuação da espécie, tais como

sexo, segurança e status social.


Nesse sentido, a compra de uma novidade tecnológica atende a essa última

necessidade citada: nós nos sentimos melhores e superiores, ainda que

momentaneamente, quando surgimos em nossos círculos sociais com um produto

que quase ninguém ainda possui.


Foi realizado um estudo de mapeamento cerebral que mostrou que imagens de produtos tecnológicos ativavam partes do

nosso cérebro idênticas às que são ativadas quando uma pessoa muito religiosa se depara com um objeto sagrado. Ou seja,

não seria exagero dizer que o vício em novidades tecnológicas é quase uma religião para os mais entusiastas.


O ato de seguir esse impulso cerebral e comprar o mais novo lançamento tecnológico dispara em nosso cérebro a liberação

de um hormônio chamado dopamina, responsável por nos causar sensações de prazer. Ele é liberado quando nosso

cérebro identifica algo que represente uma recompensa.


O grande problema é que a busca excessiva por recompensas pode resultar em comportamentos impulsivos, que incluem

vícios em jogos, apego excessivo a redes sociais e até mesmo alcoolismo. No caso do consumo, podemos observar a

situação problematizada aqui: gasto excessivo de dinheiro em aparelhos eletrônicos que nem sempre trazem novidade ––

as atualizações de modelos de smartphones, por exemplo, na maior parte das vezes apresentam poucas mudanças em

relação ao modelo anterior, considerando-se seu preço elevado. Em outros casos, gasta-se uma quantia absurda em algum

aparelho novo que não se sabe se terá tanta utilidade prática ou inovadora no cotidiano.


No fim das contas, vale um lembrete que pode ajudar a conter os impulsos na hora de

comprar um novo smartphone ou alguma novidade de mercado: compare o efeito

momentâneo da dopamina com o impacto de imaginar como ficarão as faturas do seu

cartão de crédito com a nova compra.


O choque ao constatar o rombo em seu orçamento pode ser suficiente para que você

decida pensar duas vezes a respeito da aquisição.


Considere a seguinte frase: “Os lançamentos tecnológicos a que o autor se refere podem

resultar em comportamentos impulsivos nos consumidores desses produtos”. A utilização da

preposição destacada a é obrigatória para atender às exigências da regência do verbo “referir-se”, de

acordo com a norma-padrão da língua portuguesa. É também obrigatório o uso de uma preposição

antecedendo o pronome que destacado em

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U2FsdGVkX1/Pi5TWjkZmSmMbvWrrraqR/OuC4hIJc30=
Questão 128511
CESGRANRIO 2019 A CASA DAS QUESTÕES Interpretação, Compreensão, Tipologia e Gêneros Textuais

O vício da tecnologia


Entusiastas de tecnologia passaram a semana com os olhos voltados para uma exposição de novidades

eletrônicas realizada recentemente nos Estados Unidos. Entre as inovações, estavam produtos relacionados a

experiências de realidade virtual e à utilização de inteligência artificial — que hoje é um dos temas que mais

desperta interesse em profissionais da área, tendo em vista a ampliação do uso desse tipo de tecnologia nos

mais diversos segmentos.


Mais do que prestar atenção às novidades lançadas no evento, vale refletir sobre o motivo que nos leva a

uma ansiedade tão grande para consumir produtos que prometem inovação tecnológica. Por que tanta gente

se dispõe a dormir em filas gigantescas só para ser um dos primeiros a comprar um novo modelo de

smartphone? Por que nos dispomos a pagar cifras astronômicas para comprar aparelhos que não temos

sequer certeza de que serão realmente úteis em nossas rotinas?


A teoria de um neurocientista da Universidade de Oxford (Inglaterra) ajuda a

explicar essa “corrida desenfreada” por novos gadgets. De modo geral, em nosso

processo evolutivo como seres humanos, nosso cérebro aprendeu a suprir

necessidades básicas para a sobrevivência e a perpetuação da espécie, tais como

sexo, segurança e status social.


Nesse sentido, a compra de uma novidade tecnológica atende a essa última

necessidade citada: nós nos sentimos melhores e superiores, ainda que

momentaneamente, quando surgimos em nossos círculos sociais com um produto

que quase ninguém ainda possui.


Foi realizado um estudo de mapeamento cerebral que mostrou que imagens de produtos tecnológicos ativavam partes do

nosso cérebro idênticas às que são ativadas quando uma pessoa muito religiosa se depara com um objeto sagrado. Ou seja,

não seria exagero dizer que o vício em novidades tecnológicas é quase uma religião para os mais entusiastas.


O ato de seguir esse impulso cerebral e comprar o mais novo lançamento tecnológico dispara em nosso cérebro a liberação

de um hormônio chamado dopamina, responsável por nos causar sensações de prazer. Ele é liberado quando nosso

cérebro identifica algo que represente uma recompensa.


O grande problema é que a busca excessiva por recompensas pode resultar em comportamentos impulsivos, que incluem

vícios em jogos, apego excessivo a redes sociais e até mesmo alcoolismo. No caso do consumo, podemos observar a

situação problematizada aqui: gasto excessivo de dinheiro em aparelhos eletrônicos que nem sempre trazem novidade ––

as atualizações de modelos de smartphones, por exemplo, na maior parte das vezes apresentam poucas mudanças em

relação ao modelo anterior, considerando-se seu preço elevado. Em outros casos, gasta-se uma quantia absurda em algum

aparelho novo que não se sabe se terá tanta utilidade prática ou inovadora no cotidiano.


No fim das contas, vale um lembrete que pode ajudar a conter os impulsos na hora de

comprar um novo smartphone ou alguma novidade de mercado: compare o efeito

momentâneo da dopamina com o impacto de imaginar como ficarão as faturas do seu

cartão de crédito com a nova compra.


O choque ao constatar o rombo em seu orçamento pode ser suficiente para que você

decida pensar duas vezes a respeito da aquisição.


De acordo com o texto, o “vício tecnológico” pode ser explicado por

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CONHECIMENTOS BANCÁRIOS
Questão 124800
CESGRANRIO 2015 BB Comissão de Valores Mobiliários – CVM, Órgãos Supervisores do SFN

Comissão de Valores Mobiliários (CVM) é um órgão que regula e fiscaliza o mercado de capitais no Brasil, sendo:


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Questão 124768
CESGRANRIO BB Previdência Complementar Aberta – PGBL e VGBL, Produtos de Seguro e Vida, Produtos e Serviços Bancários

Uma cliente bancária está decidida a contratar um plano de previdência privada para si. No entanto, ela está em dúvida se seu perfil está mais adequado ao “Plano Gerador de Benefício Livre” – PGBL ou ao “Vida Gerador de Benefício Livre” - VGBL.


Sabendo que a cliente é solteira e que sempre estará isenta de imposto de renda, a escolha adequada seria o:


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Questão 124769
CESGRANRIO 2015 BB Comitê de Política Monetária – COPOM

Periodicamente, o Banco Central do Brasil determina, nas reuniões de seu Comitê de Política Monetária (Copom),

o(a):

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Questão 124800
CESGRANRIO 2015 BB Comissão de Valores Mobiliários – CVM, Órgãos Supervisores do SFN

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) é um órgão que regula e fiscaliza o mercado de capitais no Brasil, sendo:


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